Quinta da Brôa
No lugar da antiga Quinta do Almonda mandou Rafael José da Cunha, “Príncipe dos Lavradores de Portugal”, erguer um imponente edifício sede da sua abastada casa agrícola. O palacete sobranceiro ao rio é revelador da importância económica do seu fundador: contam as estórias que tem trezentas e sessenta e cinco janelas, tal como os dias do ano, narram ainda que o seu nome (substituindo o Palácio Novo) se deve ao altruísmo do abastado agricultor que aqui distribuiu pão (broa) aos desfavorecidos. Às narrativas somam-se as evidências da sua posição social: a varanda, sobre as margens do rio, decorada com painéis de azulejo de época; o interior, profusamente decorado em trompe l’oeil com cenas naturalistas. Ao palácio juntam-se os celeiros e cavalariças, o jardim e a Capela, onde está sepultado o seu fundador e o seu fiel companheiro.

















